
Após a expulsão
dos franceses do Rio de Janeiro, começaram
a ser concedidas no Recôncavo da Baía
de Guanabara sesmarias a homens de confiança
das autoridades coloniais.
O povoamento em
breve faria germinar aglomerações
que evoluiriam para vilas.
Um desses povoados nasceu em terras das primitivas
sesmarias de Miguel de Moura, Escrivão da
Fazenda Real, de 1567, a qual foi posteriormente
doada, em 1571, aos Jesuítas.
Na verdade, a posse, demarcação e
confirmação das terras do Macacu não
se deram de forma tão pacífica quanto
à primeira vista possam parecer. Desde sua
doação a Miguel de Moura, a definitiva
ocupação só se concretizou
após o término de uma luta que durou
anos contra os indígenas daquela região.
Aos padres Jesuítas
venderam uma parte das terras a Manoel Fernandes
Ozouro que, em 1612, construiu uma capela, sob a
invocação de Santo Antônio,
entre os rios Macacu e Cacerebu. Em 1647 confirmava-se
a criação da freguesia de Santo Antônio
de Casarabu (ou Caserebu), e ao redor dela novos
habitantes se aglomeraram.
Em 5 de agosto de 1697, Santo Antônio de Casarabu
é a primeira povoação do Recôncavo
honrada com o título de VILA. Seu fundador,
o Governador da Capitania do Rio de Janeiro, Capitão-General
Artur de Sá e Menezes, acrescentou uma parte
de seu nome à Vila, dando-lhe o nome de SANTO
ANTÔNIO DE SÁ, e compareceu à
cerimônia, quando foi confeccionado um documento
(original encontra-se no Arquivo Nacional, no Rio
de Janeiro, código 78 Vol.12. Fls. 132v a
134v e uma cópia no Instituto Histórico
Geográfico Brasileiro- IHGB). Este Auto de
Ereção é a prova da verdadeira
data de fundação de Santo Antônio
de Sá.
Santo Antônio de Sá sofreu diversas
alterações em seu território,
tendo várias de suas freguesias desmembradas
para formação dos municípios
de Magé, Itaboraí, e Rio Bonito. Após
esses desmembramentos, o território remanescente
evoluiu até o atual Município de Cachoeiras
de Macacu.
A epidemia de febre palustre (febre Macacu) a partir
de 1829 e o surgimento da ferrovia na região
(princípios de 1860), fizeram com que a sede,
a Vila de Santo Antônio de Sá, fosse
transferida para a Vila de Sant’Ana em 06
de novembro de 1868.
Em 29 de dezembro de 1875 a antiga Vila de Santo
Antônio de Sá foi anexada ao município
de Itaboraí e a parte remanescente em 01
de outubro de 1877, teve sua denominação
alterada para Sant’Ana de Macacu.
A denominação municipal seria alterada
em 10 de dezembro de 1898 para Sant’Ana de
Japuíba, ficando assim dividido: 1º
Distrito: Sant’Ana de Japuíba; 2º
Distrito: Cachoeiras de Macacu; 3º Distrito:
São José da Boa Morte.
Em 27 de dezembro de 1923 o Distrito de Cachoeiras
de Macacu passaria a ser sede do Município
de Sant’Ana de Japuíba, com a categoria
de Vila, quando, finalmente, em 27 de dezembro de
1929, através da Lei 2.335 a Vila de Cachoeiras
de Macacu foi elevada à categoria de Cidade,
tendo sua denominação abrangido todo
o território Municipal, ficando o município
assim configurado:
1º Distrito .......................Cachoeiras
de Macacu
2º Distrito........................Japuíba
3º Distrito........................Subaio (antigo
São José da Boa Morte)
Cachoeiras Hoje:
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rapel, montanhismo e trilhas, além de mais
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de 3 a 80 metros, e um patrimônio histórico
cultural fantástico representado principalmente
pela ruína de São José da Boa
Morte e a Igreja de Nossa Senhora de Sant’Ana
de Japuíba (em uso) ambas originárias
do século XVIII.
O Município é um berço de preservação
ambiental, possibilitando o encontro do homem com
os mais bonitos e raros animais silvestres como:
a saíra, suçuarana (onça parda),
lontra e a jaguatirica entre outras espécies
da nossa fauna.
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